Paraíba
PB: Sobre o “calvário” da imprensa que se diz livre, mas que não passa de capacho de patrão!

Publicado em 09/09/2019 15:10

Reprodução

Por: Aldo Ribeiro

O esforço é hercúleo. A tentativa de espetacularização é constrangedora. Gritaria no programa de rádio ao meio dia, bravatas moralistas de bravateiros sem moral. É só pesquisar. A história recente está aí pra comprovar. O decano João Costa é um herói. Meus parabéns. Na TV, os principais jornais da noite, dedicam dois, três, quatro blocos, com a determinação irrestrita de desancar seus inimigos. Jornalistas ligados à grupo político A ou B, portadores do cinismo dos portais da desinformação, ou da meia verdade, jogam o jogo de quem financia-lhes. Criam sua narrativa própria. Aliás, está aí uma nova expressão em voga na poítica dos dias atuais. A narrativa. Vejam o que o ocorreu com o premiado jornalista Glenn Greenwald. Tentaram armar um circo com a clara intenção de desmoralizar a Vaza Jato. Uma página vergonhosa do jornalismo brasileiro.

É sempre importante reiterar alguns pontos, pra percebermos o que está em curso em nosso estado. Traçar um paralelo com a política nacional, pra a partir daí termos uma capacidade mais apurada de entendimento real das coisas. Sem uma narrativa tendenciosa, ou direcionada. Enxergar além dos outdoors da grande mídia.

O campo progressista paraibano, representado pelo PSB e seus aliados, na figura de Ricardo Coutinho quebrou paradigmas. Interrompeu uma lógica histórica em nosso estado, onde oligarquias apoiadas por grandes sistemas de comunicação, compartilhavam entre si, os poderes dos quais cada um detinham. Uma simbiose necessária, ora pois. As grandes estruturas de poder pelo poder, não conseguem sobreviver sozinhas. Grandes sistemas de comunicação não se sustentam sem as generosas verbas publicitárias do poder público. É um negócio muito oneroso. Ainda mais com a influência cada vez mais forte da internet na vida das pessoas. Sistemas de Televisão num médio prazo, estão fadados a entrar em colapso ou migrar pra novas mídias. Simples assim.

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Do outro lado, temos os grupos políticos outrora detentores do poder da caneta institucional do Governo do Estado. Estes, precisam do cobertor dos grandes sistemas de comunicação, pra justificar cortes, reformas e esquemas. O papel da grande mídia, é abrandar o possível descontentamento da população com tais ações. Relativizar, criar uma narrativa (olha ela aí de novo!), da necessidade de doses amargas pro cidadão. Percebam como a reforma da previdência foi vendida pra nós pelos grandes sistemas de comunicação do país. Ou a reforma passava, ou Brasil quebraria. A reforma passou, e nós pagaremos a conta. Quem ganha até dois salários mínimos pagará mais de 80% da reforma. Um conta que gira em torno de 1 trilhão de reais. Simples assim.

Delação premiada, por si só, não prova nada. No Direito Penal brasileiro, a prova mais relevante é a pericial, técnica e científica. É necessário provas. Em linhas gerais, em primeiro lugar, delator delata em benefício próprio. Seja pra redução de pena em até 2/3, seja pra ganhar cumprir pena em regime semi-aberto. Sabe-se lá em quais circunstâncias.

A Lava Jato, na ânsia de fazer justiça com as próprias maõs, à margem da lei, rasgando a constituição e tornando-se de fato uma organização criminosa, até 2017 aplicou 129 condenações e homologou incríveis 293 delações premiadas. Os critérios sabe-se lá quais foram. Os motivos ficam cada vez mais claros. O alvo principal sempre foi o PT e Lula. A serviço de quem ainda não sabemos, mas não é facil deduzir, né? Quer uma dica de como o sistema de delação é eivado de fios soltos? Leiam sobre o caso do Tacla Durán.

Diante do que dissemos acima, traçando paralelos com a esfera nacional, não é dificil chegarmos à conclusão, que o alvo dos grandes sistemas de poder oligárquico/comunicação aqui no nosso estado, chama-se Ricardo Vieira Coutinho. Bingo!

Vejam, o PSB detém a maior maquina administrativa do estado, que é o próprio estado, e está na iminência de ganhar no voto a segunda maior máquina do estado, a prefeitura de João Pessoa. Ou alguém duvida do amplo favoritismo de Ricardo, sendo candidato em 2020? Diante dessa pergunta, da conjuntura pinçada até aqui, alguém lembrou-se da eleição presidencial do ano passado? Do amplo favoritismo do Lula, e do que foi feito pra excluí-lo do jogo eleitoral?

Temos uma oposição esfacelada face a derrota clamorosa em 2018. Sem unidade, sem discurso e sem voto. Uma prefeitura sem sucessor um competitivo, um Cássio semi-aposentado e uma legião de novatos sem um discurso coeso e conciliador. Alguns atrelados ao discurso raivoso do presidente da república, que derrete a fogo baixo.

A unidade do campo progressista do estado é tão necessária quanto o ar. Pensem nisso. Há algo muito maior em jogo.

Desarmem as armadilhas.

 
     


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