Caso da Cruz Vermelha
Wallber Virgolino pede CPI e proteção para ex-assessor preso no caso da Cruz Vermelha; Ricardo Barbosa reage e pede ‘prudência’ e ‘cautela’
De acordo com o deputado, o ex-assessor pode estar correndo risco de vida por supostamente ter informações privilegiadas sobre os crimes investigados pelo Ministério Público.

Publicado em 04/02/2019 19:48

Wallber Virgolino e Ricardo Barbosa (Foto: Reprodução)

O deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota) avisou, na tarde desta segunda-feira (04), que vai pedir ao Governo do Estado uma prisão especial para o ex-assessor da Secretaria de Administração da Paraíba, Leandro Nunes, preso no âmbito da Operação Calvário na última semana.

De acordo com o deputado, o ex-assessor pode estar correndo risco de vida por supostamente ter informações privilegiadas sobre os crimes investigados pelo Ministério Público.

“Vamos pedir ao Governo do Estado prisão especial para o assessor que está detido. Ele pode correr risco de vida, ele é o cerne de uma celeuma que pode envolver autoridades. Vamos pedir proteção de vida para que ele tenha condições, inclusive, de prestar sua delação”, informou o parlamentar da oposição.

Ainda de acordo com Wallber Virgolino, os parlamentares oposicionistas já têm as doze assinaturas necessárias para dar início à Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os contratos da Cruz Vermelha na Paraíba.

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“O poder legislativo não pode atuar de forma paralela, ele tem que ser protagonista dessa história. Ele tem, de acordo com o regimento interno, a função de investigar através da CPI. A Paraíba precisa ser passada a limpo. Essa CPI é realidade”, pontuou.

Resposta da base governista

O líder do governo na Assembleia, Ricardo Barbosa, pediu ‘cautela’ e ‘prudência’ ao ser instado por jornalistas sobre o pedido de prisão especial para o ex-assessor do governo e a criação de uma CPI para investigar os contratos da Cruz vermelha.

“Eu não conheço nenhuma declaração a esse respeito. A gente tem que ter prudência, cautela. O ex-assessor não integra mais o governo, mas certamente o governo haverá de tratar providências”, disse Ricardo Barbosa.

O parlamentar socialista disse que irá conversar sobre essa questão com o governador do Estado, João Azevedo (PSB).

“Eu tratarei, não apenas desse caso em particular, mas do problema como um todo com o governador nas próximas horas, para que a gente possa ter um alinhamento das preocupações. Há uma série de desdobramentos que devem serem tratados aqui na Assembleia”, revelou o líder.

Sobre a comissão parlamentar de inquérito, o deputado lembrou que há uma série de trâmites que precisam ser obedecidos para a instalação da CPI.

“A instalação de uma CPI requer uma série de outros fatores; ainda é cedo para se afirmar que ela será instalada; há uma série de mecanismos na instalação da CPI de fato. A gente não tratou do assunto nem com a base nem com o Governo”, enfatizou o Ricardo Barbosa.

Sobre um possível afastamento dos secretários Waldson de Souza e Livânia Farias, que foram alvos da operação de busca e apreensão na última semana, Ricardo Barbosa disse que é necessário aguardar o prosseguimento das investigações.

“Eu acho que ainda é cedo, o processo está em sua fase inicial. É preciso que haja mais indicativos de culpabilidade, se bem que essa é uma prerrogativa do chefe do executivo”, pontuou.

Por Polêmica Paraíba


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