Saúde
João Pessoa é a única capital do Nordeste que apresenta redução de focos do mosquito Aedes aegypti
De acordo com o Ministério da Saúde, apenas quatro capitais estão com índice satisfatório: João Pessoa (PB), Boa Vista (RR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além do Distrito Federal (DF).

Publicado em 30/04/2019 19:19

O estudo é desenvolvido por meio de amostragem e é realizado quatro vezes ao ano, com objetivo de avaliar o risco de reprodução do mosquito Aedes aegypti nos bairros. (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa, divulgada nesta terça-feira (30), apontou que João Pessoa está entre as cinco capitais do país com avaliação satisfatória. O Índice de Infestação Predial (IIP) está em 1,1%, o que representa que a cada 100 imóveis, ou pouco mais de um, apresenta risco de reprodução do mosquito. O 2º ciclo do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRA) foi feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com o  Ministério da Saúde, apenas quatro capitais estão com índice satisfatório: João Pessoa (PB), Boa Vista (RR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além do Distrito Federal (DF). A capital Cuiabá (MT) está em risco e outras 16 em alerta: Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Vitória (ES), São Luis (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Goiânia (GO).

Com as informações do LIRAa, as vigilâncias epidemiológica e ambiental podem direcionar as ações de combate ao Aedes nos bairros de João Pessoa. A própria população toma conhecimento da incidência do mosquito em seu bairro e pode tomar medidas para auxiliar no controle de doenças e se prevenir.

O estudo é desenvolvido por meio de amostragem e é realizado quatro vezes ao ano, com objetivo de avaliar o risco de reprodução do mosquito Aedes aegypti nos bairros. Para o levantamento, os 64 bairros são divididos em 29 áreas de pesquisa. Dois bairros apresentaram o maior índice, doze médio risco e 15 áreas com baixo índice de epidemia de arboviroses.

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“Temos concentrado nosso trabalho de vigilância e controle principalmente nos bairros que estão em extensão, novos territórios em formação habitacional e divisas municipais que apresentaram riscos preocupantes, a exemplo dos bairros do Varadouro, Alto do Mateus, Jardim Planalto, Funcionários I, Bairro das Indústrias, Distrito Industrial, Cidade Verde, Gramame e Grotão”, informou o gerente do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Nilton Guedes.

LIRAa – É uma metodologia de trabalho que ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de surto das arboviroses.

Por ClickPB


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