Brasil
Protestos defendem Moro e Deltan e atacam projeto contra abuso de autoridade
As manifestações foram convocadas por grupos como o Vem pra Rua, que pedem que o presidente vete o projeto sobre abuso de autoridade, mas não só isso.

Publicado em 25/08/2019 19:02

Para Dallagnol, o combate à corrupção no país está sob ataque por parte dos três poderes da República. (Foto: Reprodução)

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos 12 estados e o Distrito Federal realizaram neste domingo (25) manifestações contra o projeto de lei de abuso de autoridade, que foi aprovado pelo Congresso e aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Foram registrados atos em todas as regiões do país. No Sudeste, ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No Sul, houve manifestação em Curitiba (PR), enquanto no Centro-Oeste os atos foram realizados em Goiás e no Distrito Federal.

Já no Nordeste, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas registraram manifestações, enquanto no Norte do país Belém (PA) sediou protestos.
As manifestações foram convocadas por grupos como o Vem pra Rua, que pedem que o presidente vete o projeto sobre abuso de autoridade, mas não só isso.

Os atos também pedem a indicação do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, à PGR (Procuradoria-Geral da República), o impeachment do ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), a manutenção da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declaram apoio ao ministro Sergio Moro (Justiça) e ao governo Bolsonaro.

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Em São Paulo, o ato na avenida Paulista contou com um boneco gigante do ex-juiz com a frase "Mexeu com o Moro, mexeu com o povo brasileiro".

No último dia 14, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que endurece punições por abuso de autoridade de agentes públicos, entre eles juízes e promotores.

Para Dallagnol, o combate à corrupção no país está sob ataque por parte dos três poderes da República.

Em entrevista à Gazeta do Povo na última quinta (20), ele disse que a Lava Jato e todos os mecanismos anticorrupção do Brasil estão ameaçados por ações do Congresso, do STF e do governo Bolsonaro. "A gente vê um movimento amplo [de enfraquecimento do combate à corrupção]. Não é um movimento restrito, não é uma pessoa ou duas. A gente vê um movimento que engloba o Legislativo, o Executivo e o Judiciário", disse.

O projeto aprovado, que só depende da sanção de Bolsonaro -já passou pelo Senad-, determina a configuração de crime de abuso de autoridade de quem obtiver prova por meio ilícito ou pedir investigação contra alguém sem indícios de crime, entre outras.
Já no Rio, a orla da praia de Copacabana foi o palco da manifestação, enquanto em Belo Horizonte a praça da Liberdade, tradicional ponto de atos, abrigou o protesto deste domingo. Em Vitória, a manifestação ocorre nesta tarde, na praia de Camburi.
No Nordeste, o ato em Salvador ocorreu no Farol da Barra, de manhã, com caminhada até o Morro do Cristo. Em Maceió, também durante a manhã, aconteceu na praça Vera Arruda.

Já em São Luís, a rua em frente à sede da PF (Polícia Federal) reuniu os manifestantes por cerca de duas horas. Recife teve a avenida Boa Viagem como cenário do ato e, em Natal, a manifestação aconteceu no bairro Tirol.

Em Brasília, o palco foi o gramado em frente ao Congresso. Também no Centro-Oeste, a manifestação em Goiânia acontece na tarde deste domingo, com caminhada a partir da sede da PF.

Em Curitiba, capital da Lava Jato, a concentração ocorreu na Boca Maldita e, em Belém, uma caminhada iniciada na avenida Presidente Vargas marcou o protesto.

Por ClickPB e FolhaPress - Marcelo Toledo


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