Paraíba
Estudantes denunciam falta de financiamento em universidade
Os alunos ainda alegam que a instituição tem a mensalidade mais cara do Nordeste, juros ‘extorsivos’ e inflexibilidade para acordos.

Publicado em 15/05/2019 20:01

Foto: Reprodução

Estudantes de Medicina da Faculdade Nova Esperança entraram com representação no Ministério Público Federal na Paraíba contra a universidade, que segundo eles, não possibilitam qualquer forma de financiamento. Os alunos ainda alegam que a instituição tem a mensalidade mais cara do Nordeste, juros ‘extorsivos’ e inflexibilidade para acordos.

Cerca de 200 alunos ameaçam deixar a Famene caso a instituição não flexibilize as condições de pagamento. Ao Portal MaisPB, a advogada do grupo, Nadja Palitot,  afirmou que a universidade não permite qualquer tipo de financiamento público como o Fies ou qualquer outra parceria com bancos privados.

“A unidade está sendo intransigente e inviabiliza a permanência dos alunos. Além de não aderir financiamentos, eles não se esforçam para flexibilizar as formas de pagamento da mensalidade”, ressalta a advogada, que afirma que não há sequer política de desconto de nenhuma forma na instituição.

Ainda conforme Nadja, a mensalidade, que atualmente custa R$8.850 deve sofrer reajuste em junho e pode chegar a custar cerca de R$10 mil. “Existem regras, normas, leis que organizam o mercado financeiro, nenhuma instituição de ensino pode cobrar a mensalidade que quer”, argumenta.

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Na representação, é solicitado que a universidade busque formas de financiamento com instituições financeiras para que os estudantes não precisem abandonar o curso, além de que o MPF averigue se o valor da mensalidade segue a legislação. Também é requerido o congelamento em um ano no valor da prestação do curso e diminuição dos juros.

Uma ex-aluna, que não quis ser identificada, afirmou que deixou a instituição por não conseguir dialogar com a unidade. “A gente entra na faculdade sabendo o valor da mensalidade, mas o problema maior é o financiamento. A pessoa tenta conversar, fazer acordo, eles não respondem, não marcam reunião. Não tem interesse em ajudar o estudante”, conta.

MaisPB


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