Política

Jackson diz que PT tem normas e que Anísio foi punido por ir contra candidatura de Ricardo Coutinho em 2020: “ninguém está acima das regras”

O presidente do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, Jackson Macedo disse que o PT tem normas e que Anísio Maia foi punido por ir contra a candidatura de Ricardo Coutinho a prefeito de João Pessoa nas Eleições 2020 e judicializar o impasse sobre apoios no pleito. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta sexta-feira (25), Jackson declarou que “ninguém está acima das regras do partido. Nem eu, nem eles, nem Lula, nem ninguém.”

Anísio Maia foi punido com seis meses de suspensão, o que inviabiliza sua candidatura pelo PT nas Eleições 2022. A questão deve fazê-lo sair do Partido dos Trabalhadores, o qual foi fundador na Paraíba. Sobre Anísio, Jackson disse quis “deixar claro que eu tenho um carinho e um respeito muito grande por Anísio. Eu, particularmente, votei duas vezes nele para deputado estadual. A primeira votação foi, inclusive, contra a vontade do meu grupo interno no PT, que não queria que a gente votasse nele. Decidi votar pela importância que tinha a eleição de Anísio. É um companheiro que eu tenho uma estima muito grande e é uma amizade pessoal, inclusive.”

Giucélia Figueiredo, Anselmo Castilho e Josenildo Feitosa foram suspensos por três meses. Jackson também mencionou esses demais suspensos do PT e lembrou das regras. “Anselmo é meu amigo pessoal. Fui coordenador da campanha de Anselmo vereador, em 2004. Feitosa é meu amigo pessoal também, companheira de muito tempo no PT. Giucélia é como se fosse uma irmã que eu tenho dentro do PT. Nos momentos mais difíceis da minha vida Giucélia estava comigo do meu lado. Uma companheira que eu tenho uma estima e um carinho muito grande. Todavia, ninguém está acima das regras do partido. Nem eu, nem eles, nem Lula, nem ninguém.”

Ainda segundo Jackson Macedo, “o PT tem regra. Eu vou deixar claro aqui para todos os ouvintes e vocês que estão no estúdio. Em 2020, quatro meses antes da eleição, a direção nacional do PT baixou uma normativa chamada ‘Diretrizes para a Definição de Tática Eleitoral’. O primeiro item dessa normativa dizia que, nas capitais, nas cidades que eram geradoras de guia eleitoral, no caso João Pessoa, a palavra final sobre o que o PT deveria fazer nas Eleições 2020 era da direção nacional. Todos nós entramos na disputa sabendo dessa regra. Anísio sabia, Giucélia sabia, eu sabia, Gleisi sabia, todo mundo sabia. E, no meio do campeonato, o time, sabendo da regra, decidiu não mais cumprir a regra.”

O presidente do PT na Paraíba lembrou que, “naquela época [2020], pela importância que tinha a unidade das esquerdas pelo Brasil todo, principalmente nas grandes cidades, decidiu pelo apoio à candidatura de Ricardo Coutinho, do PSB, à Prefeitura de João Pessoa, que melhor estava situada nas pesquisas da época. Nós precisávamos unir a esquerda naquele momento. Alguns companheiros do PT, liderados pelo deputado Anísio Maia, decidiram não aceitar essa decisão da direção nacional, mantiveram a candidatura e foram para a Justiça. Judicializaram o processo contra o PT e contra a direção nacional.”

Jackson pontuou que “nossos estatutos e regimentos são muito claros: esse tipo de procedimento não é aceitável dentro do PT. Na época, eu fui contra a Comissão de Ética. Aprovei um documento na Executiva Estadual por unanimidade, pedindo à direção nacional que arquivasse a Comissão de Ética porque, naquele momento não era importante para o PT qualquer tipo de procedimento disciplinar contra qualquer filiado, mesmo sabendo que todos descumpriram o que determinam nossos estatutos e regimentos internos. Mesmo assim, a direção nacional resolveu abrir o processo disciplinar. Não foi decisão de ninguém da Paraíba.”

O dirigente estadual do Partido dos Trabalhadores destacou que o processo contra Anísio e os demais suspensos foi “cauteloso, democrático e com amplo direito de defesa.” E que a punição foi uma decisão unânime da direção nacional. “A única divergência que tinha era saber qual a pena pela gravidade que foi o fato de 2020. Teve que votou por quatro meses de suspensão, outros por seis meses, outros só por advertência…”

O apresentador Gutemberg Cardoso mencionou o questionamento de um ouvinte, o qual lembrou que o PT na Paraíba apoiou, inicialmente, a candidatura de Anísio Maia e, depois, mudou o apoio para Ricardo Coutinho. Jackson argumentou, além de mencionar a intenção de união das esquerdas, que isso ocorreu porque Ricardo estava melhor posicionado nas pesquisas para prefeito de João Pessoa, em 2020.

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