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Para Bolsonaro não ser reeleito, Randolfe defende união de Ciro, Doria e Tebet em torno de Lula

O senador acredita que, na disputa, não há espaço para uma chamada terceira via e que a gravidade do momento faz do petista um candidato de transição

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que integra a coordenação da campanha do ex-presidente Lula, viu aumentar as chances do presidente Jair Bolsonaro ser reeleito. Para o parlamentar, o ex-capitão está mais forte do que em 2018 porque, além dos militares, agora ele conta com o Centrão.

“Ele organizou um bloco de poder militar e parlamentar, que é para durar. O bolsonarismo e Bolsonaro vieram para a esculhambação completa das instituições, mas a base é o que tem de mais profissional na política brasileira”, afirmou em entrevista ao site Metropóles, publicada neste domingo 3. “O velho Centrão era sócio, agora está no centro da constituição desse governo”.

Na conversa, Randolfe disse que, para evitar a derrota na eleição de outubro, é preciso uma união que vá além dos setores progressistas.

“Se a esquerda, os progressistas, os democratas, os republicanos e os liberais não se esquecerem dos rancores que os dividiram no passado e não compreenderem que têm um papel imediato em combater essa estratégia, Bolsonaro vai ser reeleito”, avalia. “Chegou a hora de fazer a boa política na melhor expressão do termo”.

O senador acredita que, na disputa, não há espaço para uma chamada terceira via e que a gravidade do momento pede uma união em torno de Lula.

“Compreendi no ano passado que a eleição caminhava inexoravelmente para a polarização”, declarou. ” Já conversei com a Marina, mas a tomada de consciência deve ser não só dela, deve ser de Ciro, de setores democratas do MDB, que são muitos, dos setores democráticos do PSD”, revela.

parlamentar ainda diz ser preciso rever algumas candidaturas.

“A candidatura do Ciro Gomes não é uma candidatura antagônica e inimiga, e o gesto de diálogo e generosidade tem que partir da campanha do Lula, que está na frente”, pontua. “A campanha da Simone Tebet, do MDB, não é uma campanha inimiga, e também deve partir da campanha do Lula o gesto de generosidade para dialogar com ela. Eu diria até que nem a candidatura de Doria e Eduardo Leite são inimigas e antagônicas. A de Janones também”.

Randolfe defende que a campanha petista precisa, a partir de agora, “ter diálogo direto com o povo, estar presente na rua, dialogar com a sociedade civil” e que Lula comece a se apresentar como o candidato da transição.

Precisamos menos do Lula de 1989. O Lula de 2022 é o candidato da reconciliação do Brasil, da união nacional, do governo da transição e do restabelecimento da ordem democrática”, declarou. “Quem é de direita, quem é democrata, quem é social democrata, renuncie as diferenças para daqui a quatro anos. Nós vamos fazer a transição.”

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